Por Roberto Rachewsky, empresário
A invasão russa da Ucrânia, iniciada pela Crimeia em 2014, é uma demonstração irrefutável da política expansionista do ditador Vladimir Putin, que governa a Rússia desde 1999 com mão de ferro, reprimiu a oposição, prendendo ou assassinando dissidentes, manipulando eleições, censurando a imprensa.
Enquanto isso, Trump bajula o algoz e desdenha da vítima
Volodimir Zelensky, presidente da Ucrânia, eleito democraticamente em 2019, já deveria ter sido substituído. Porém, com a guerra, as eleições foram suspensas. Para refutar a ideia de que ele seria um ditador, como afirmou Donald Trump, Zelensky declarou que renunciaria, se isso fizesse a Rússia retroceder às suas fronteiras originais.
Entre 2013 e 2014, um movimento popular fez o presidente ucraniano Viktor Yanukovych, um fantoche de Moscou, renunciar. O povo ucraniano se revoltou com a recusa do governo de se aproximar da União Europeia.
A Rússia ignorou acordos bilaterais que garantiam a soberania da Ucrânia. Em um deles, com a anuência dos Estados Unidos, a Ucrânia chegou a entregar todo seu arsenal nuclear.
As justificativas de Putin para a invasão são ridículas. Não havia perseguição contra falantes de russo na Ucrânia. A Otan nunca ameaçou a Rússia. A extrema direita ucraniana tem pouca influência política. Zelensky, sendo judeu, desmonta qualquer argumento da necessidade de desnazificação da Ucrânia.
Não menos vergonhosa do que as declarações de Trump sobre a guerra na Ucrânia, foi a votação na ONU, onde países como Estados Unidos, Israel, Hungria, Coreia do Norte, Nicarágua e a própria Rússia votaram contra a condenação da invasão e a exigência da retirada das tropas russas. Interesses geopolíticos pragmáticos corroem princípios fundamentais: soberania nacional, autodeterminação dos povos e respeito ao direito internacional e à justiça.
A guerra não foi provocada pela Ucrânia. A visão imperialista do czar do século 21 foi seu estopim. Os ucranianos lutam bravamente para se defender do agressor. Enquanto isso, Trump bajula o algoz e desdenha da vítima.