O filho do presidente americano Donald Trump, Don Junior, acusou o gigante do setor alimentício Danone de atuar em nome do Partido Comunista Chinês (PCC) ao tentar comprar a empresa americana Lifeway, o que foi desmentido nesta sexta-feira (4) pelo grupo francês.
No final de março, Don Junior responsabilizou a companhia, em seu podcast "Triggered", de atuar "pelo menos em parte sob a direção implícita - ou talvez explícita - do PCC".
O grupo, acrescentou, tentava "orquestrar uma operação hostil de tomada de controle da empresa Lifeway, sediada no meio-oeste dos Estados Unidos e especializada em alimentos relacionados à saúde".
"Há mais de 25 anos, a Danone é acionista minoritário da Lifeway Foods. Há várias semanas, a Danone fez uma proposta para adquirir 75% das partes restantes, oferta que foi rejeitada pela Lifeway", indicou o grupo em comunicado enviado à AFP após uma publicação no jornal econômico francês Les Echos.
O jornal, que fala de um "imbróglio" digno de "um romance de espionagem", afirma que a diretora-geral da Lifeway, Julie Smolyansky, "rejeita de maneira obstinada a venda e faz de tudo para impedi-la, a ponto de ser criticada por sua própria família".
"A Danone lamenta as versões enganosas e errôneas que surgiram nas redes sociais sobre esta operação. É falso afirmar que o interesse de nossa filial americana pela Lifeway Foods esteja relacionado com o Partido Comunista Chinês", indica a companhia, que emprega 5 mil pessoas nos Estados Unidos, onde possui 13 fábricas.
Em seu podcast, o filho do presidente americano acusa a China "de utilizar empresas estrangeiras [...] como substitutas para fazer seus negócios sujos em território americano".
A Danone disse à AFP que nenhuma investigação sobre a empresa está em curso nos Estados Unidos.
* AFP