O assessor de segurança nacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e um membro de sua equipe utilizaram suas respectivas contas no Gmail para o trabalho, informou nesta terça-feira (1º) o Washington Post, que cita documentos e entrevistas com funcionários.
Segundo a publicação, um alto cargo da equipe do assessor de segurança nacional Michael Waltz utilizou o Gmail para falar sobre posições militares e sistemas de armas, e o próprio Waltz recebeu sua agenda e outros documentos de trabalho em sua conta pessoal de e-mail.
Waltz é alvo de críticas por ter incluído por engano o redator-chefe da revista The Atlantic em um chat no mês passado no aplicativo de mensagens Signal para falar de ataques aéreos contra os rebeldes huthis no Iêmen.
O assessor e o secretário de Defesa, Pete Hegseth, entre outros membros de alto escalão, utilizaram o chat para falar sobre os detalhes dos ataques aéreos sem saber que um jornalista estava no grupo.
Na semana passada, o assessor de segurança nacional declarou na Fox News que assume "plena responsabilidade" pelo vazamento.
"Eu criei o grupo; meu trabalho é garantir que tudo esteja coordenado", disse.
Trump criticou os pedidos para destituir Waltz e Hegseth, e denunciou uma "caça às bruxas".
Sua porta-voz, Karoline Leavitt, declarou aos jornalistas nesta terça que "o caso está encerrado e que o presidente segue confiando em seu assessor de segurança nacional".
Mas as revelações sobre o Gmail podem aumentar a pressão pela saída de Waltz.
* AFP