
Imagens de satélite divulgadas no sábado (29) mostram o rastro de destruição causado pelo terremoto que atingiu Mianmar na última sexta-feira (28).
Além dos 2 mil mortos confirmados pelo governo do país, o terremoto provocou a queda de pontes e até mesmo o desabamento da torre de controle de um aeroporto internacional do país.
Veja as imagens de satélite:
O terremoto
O terremoto da tarde de sexta-feira teve magnitude 7,7 e ocorreu a pouca profundidade, o que aumentou seu impacto. Minutos depois, houve outro tremor, de magnitude 6,7.
O terremoto em Mianmar deixou 2.056 mortos, informou nesta segunda-feira (31) a junta militar que governa o país, que também anunciou que mais de 3,9 mil pessoas ficaram feridas. Um porta-voz da junta afirmou que 270 pessoas seguem desaparecidas.
Na cidade de Mandalay, próxima ao epicentro e uma das mais afetadas, o terremoto causou o desabamento de prédios e pontes e rachaduras nas estradas.
No domingo (30), por volta das 14h (4h30min no horário de Brasília), outra réplica, de magnitude 5,1, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos, fez com que as pessoas corressem para as ruas novamente e interrompeu temporariamente os esforços de resgate.
"Grave escassez" de suprimentos
As agências internacionais alertaram que Mianmar não tem recursos para lidar com desastre dessa magnitude.
Antes do terremoto, as Nações Unidas já estimavam que cerca de um terço da população estaria em risco de fome em 2025.
Uma "grave escassez" de suprimentos médicos dificulta a ajuda, alertou a ONU, ao afirmar que os socorristas não têm equipamentos de trauma, bolsas de sangue, anestésicos e medicamentos essenciais.
As operações de resgate também são prejudicadas pelos danos a hospitais e infraestrutura de saúde, assim como estradas e redes de comunicação.
Uma mulher grávida, que teve uma perna amputada para poder ser retirada dos escombros de um edifício, não sobreviveu aos ferimentos, apesar do trabalho dos médicos.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) enviou com urgência quase três toneladas de suprimentos médicos para hospitais em Mandalay e Naypyidaw, a capital, onde milhares de feridos estão sendo tratados.
Neste domingo, a OMS lançou um chamado para arrecadar rapidamente US$ 8 milhões (R$ 46 milhões) para salvar vidas e prevenir epidemias nos próximos dias.
— As avaliações preliminares indicam um número elevado de vítimas e feridos relacionados a traumatismos, que precisam de atendimento de urgência — declarou a OMS.
A organização "classificou essa crise em urgência nível 3", o mais elevado de seu programa de intervenção.
A China enviou 82 socorristas e prometeu US$ 13,8 milhões (R$ 79,5 milhões) em ajuda.
A Cruz Vermelha lançou um apelo para arrecadar US$ 100 milhões (R$ 576 milhões).