Dois ambientalistas, pai e filho, foram assassinados na quinta-feira em Honduras, um dos países mais perigosos do mundo para os ativistas do meio ambiente, denunciou o Instituto Nacional de Conservação Florestal (ICF).
O organismo estatal "condenou" em um comunicado a "morte trágica dos reconhecidos defensores da proteção e conservação do meio ambiente", Juan Bautista Silva e seu filho Antonio Silva. Os crimes aconteceram na comunidade de Botijas, departamento de Comayagua.
Segundo a imprensa local, ambos foram considerados desaparecidos e, algumas horas depois, militares encontraram os dois corpos desmembrados em uma área florestal, 40 km ao norte de Tegucigalpa.
O ICF indicou que a área onde ocorreu o crime está "sob regime especial de manejo florestal", atribuído a uma cooperativa agroflorestal.
Na última década, no entanto, as atividades enfrentam "ameaças de grupos ilícitos" que querem desenvolver projetos urbanísticos na área.
O ICF exigiu que as autoridades façam "as investigações necessárias para identificar e processar" os responsáveis e "reforçar a proteção e segurança daqueles que denunciam os crimes ambientais".
Honduras é um dos países mais violentos para os ativistas ambientais no mundo, segundo a ONG Global Witness. Um relatório publicado em setembro do ano passado mostra a nação em quarto lugar, com 18 assassinatos em 2023, depois da Colômbia (79), Brasil (25) e México (18).
* AFP