
Com um time-base consolidado, o técnico do Inter, Roger Machado, treina variações táticas para deixar a equipe mais imprevisível na Copa Libertadores, no Brasileirão e na Copa do Brasil. O treinador tem pelo menos cinco alternativas treinadas para diferentes contextos nas partidas.
Uma das variações está ligada à disputa por posição no ataque entre Rafael Borré e Enner Valencia. O comandante definirá o centroavante a depender das características de cada adversário. Até mesmo uma estratégia com os dois centroavantes juntos é trabalhada.
Além disso, Roger treina ainda alternativas com uma linha de 5 defensores, com Fernando atuando de forma recuada, e com um meio-campo mais reforçado, com um volante substituindo um dos pontas, a exemplo do que foi executado por Thiago Maia contra o Flamengo, no último sábado (29).
As cinco variações táticas trabalhadas por Roger
1) Borré como centroavante
É a ideia mais utilizada na temporada até o momento. Na visão de Roger, Rafael Borré é especialista no "jogo de associação" ou "jogo apoiado", ou seja, quando o atacante se aproxima dos meias para tabelar e gerar superioridade numérica.
A estratégia é considerada apropriada especialmente contra equipes que marcam bem e dão pouco espaço para jogadas de velocidade ou lançamentos nas costas da zaga.
2) Valencia como centroavante
Segundo entendimento da comissão técnica, Enner Valencia recuperou a confiança e está pronto para disputar com Rafael Borré a condição de titular. Para Roger, o equatoriano se diferencia pelo "jogo de profundidade", ou seja, quando é lançado nas costas da zaga e arranca em velocidade em direção ao gol.
A ideia é considerada útil especialmente contra times que dão espaço para ataques rápidos e contra-ataques.
3) Borré e Valencia juntos
Alternativa ofensiva, que raramente deve ser utilizada no início dos jogos. Isso só ocorreu, aliás, na vitória por 2 a 0 sobre o Monsoon, no dia 15 de fevereiro, pelo Gauchão.
É considerada uma boa estratégia para o decorrer de jogos onde o Inter precisa correr atrás do resultado, pois une o "jogo apoiado" de Borré com o "jogo de profundidade" de Enner Valencia, além de aumentar o poder de fogo do ataque.
4) Linha de cinco defensores
Essa ideia foi utilizada por Roger Machado nos Gre-Nais da final do Gauchão e no empate com o Flamengo e tem a vantagem de permitir a mudança no esquema tático durante o jogo sem substituições. Trata-se de uma mera mudança de posicionamento.
Quando quer dar mais proteção ao miolo da grande área, o treinador recua o volante Fernando para a zaga, posicionando o meio-campista ao lado dos zagueiros, compondo uma linha de cinco defensores.
5) Volante em uma das pontas
É uma alternativa para aumentar o poder de marcação no meio-campo e nos corredores. Contra o Flamengo, por exemplo, Roger promoveu a entrada de Thiago Maia no lugar de Wesley, posicionando o volante como um meia-esquerda, com a missão de proteger aquele corredor.
É uma ideia que deve ser adotada quando o Inter estiver com o placar favorável e com dificuldades para segurar o resultado.
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