
O Produto Interno Bruto (PIB) do Rio Grande do Sul cresceu 4,9% em 2024 na comparação com o ano anterior. O número foi impulsionado pela recuperação do setor agropecuário, que registrou alta de 35% no período, apesar dos efeitos da enchente de maio. Já o segmento de Serviços teve crescimento de 3,5%, enquanto a indústria apresentou retração de 0,4%.
O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (3), em evento com o governador Eduardo Leite e a secretária de Planejamento, Governança e Gestão, Danielle Calazans, no Palácio Piratini, em Porto Alegre. Em 2023, a economia gaúcha havia crescido 1,7%.
O resultado gaúcho é maior que o do país, que cresceu em 3,4% em 2024, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Foi informado ainda que o PIB do Estado aumentou 1% no último trimestre de 2024, na comparação com os três meses anteriores. No mesmo período, a Agropecuária teve queda de 4,9%, mas a indústria cresceu 0,7% e os Serviços, 1,1%.
O cálculo é feito a partir do desempenho dos diferentes setores econômicos do Estado e dos comparativos com os resultados do país. Os dados foram elaborados por técnicos do Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão.
"Apesar dos impactos do desastre climático de maio na economia, o PIB do Rio Grande do Sul cresceu acima da média nacional no ano. Esse resultado se deve principalmente à recuperação da safra agrícola, mas também ao aumento das vendas no comércio, impulsionado em parte por transferências de renda e pelo maior gasto privado na recomposição de bens e à expansão da construção civil no segundo semestre do ano, estimulada por obras de reconstrução", explica Martinho Lazzari, economista do DEE, em comunicado.