
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quinta-feira (3) que o governo brasileiro está atento aos efeitos que o "tarifaço" anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, podem gerar no comércio exterior.
— Nós ligamos aqui o alerta, porque pode ter desvio de comércio do mundo para desaguar aqui no Brasil. Então nós vamos monitorar qualquer alteração brusca de comércio exterior — disse em entrevista ao Jornal Nacional.
Ele avaliou que a medida anunciada na quarta-feira (2) enfraquece a Organização Mundial de Comércio (OMC), além de diminuir a previsibilidade e criar insegurança para investimentos.
— Nós entendemos que esse não é o caminho. O caminho que nós defendemos é o diálogo e a negociação. Não se faz guerra para obter a paz. Guerra tarifária todos perdem — afirmou.
Por outro lado, Alckmin repetiu que a decisão dos EUA pode acelerar o acordo Mercosul-União Europeia.
O vice-presidente voltou a dizer que o governo brasileiro não pretende usar a Lei da Reciprocidade aprovada nesta semana pelo Congresso.
— Não pretendemos usá-la, pretendemos fazer negociação — reiterou.
A legislação estabelece critérios para que o Brasil responda a "medidas unilaterais" adotadas por países ou blocos econômicos que afetem a competitividade internacional do país.