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O jornalista Vitor Netto colabora com o colunista Rodrigo Lopes, titular deste espaço.
O presidente americano, Donald Trump, encerrou, no início do mês, as atividades da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid, na sigla em inglês), uma organização destinada a ajuda humanitária global.
De acordo com o site Foreign Assistance, do governo dos Estados Unidos, a Usaid desembolsou U$ 22,5 milhões em ajuda ao Brasil em 2024. A coluna reuniu abaixo alguns dos programas beneficiados.
Conforme o site, o Grupo Consultivo para Pesquisa Agrícola Internacional (CGIAR), uma rede global de centros de pesquisa agrícola que busca melhorar a agricultura, recebeu o repasse de US$ 6,4 milhões.
O Centro de Pesquisa Florestal Internacional (CIFOR-ICRAF), uma organização de pesquisa científica sem fins lucrativos que realiza pesquisas sobre o uso e manejo de florestas com foco nas florestas tropicais em países em desenvolvimento, recebeu US$2,7 milhões.
A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra), que atende a pessoas em situação de vulnerabilidade, pobreza e emergência, recebeu o montante de U$1,9 milhão.
Em seguida vem o Departamento de Agricultura dos EUA, que tem uma relação de colaboração e troca em várias áreas, particularmente no setor agrícola com o Brasil. Ele recebeu US$ 1,6 milhão.
A divisão no Nordeste da Cáritas Brasileira, que faz parte da Cáritas Internacional, uma rede de organizações humanitárias da Igreja Católica obteve mais de US$ 1,5 milhão para realizar suas atividades.
Já a World Wildlife Fund (WWF), uma organização global dedicada à proteção da natureza e à sustentabilidade ambiental, recebeu US$ 1,3 milhão, investidos no programa Tapajós for Life.
O Instituto Internacional de Educação do Brasil (IEB), uma organização dedicada à capacitação e formação de pessoas ligadas à conservação ambiental no Brasil, recebeu US$ 977 mil.
Ajuda anterior
Ao mesmo tempo, a Usaid e o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro já firmaram parcerias em outras oportunidades. Durante a pandemia de covid-19, a agência enviou centenas de ventiladores pulmonares para o Brasil, inclusive o então presidente chamou o trabalho entre Brasil e EUA via USAID de “demonstração da sólida parceira”.
Ainda antes, em março de 2019, Brasília e Washington assinaram uma carta de intenção, com o objetivo de lançar um fundo de investimento, no valor de US$ 100 milhões, para ações de desenvolvimento econômico na Amazônia.