
A figura que inspirou a estátua na esplanada da Arena vivia sua doce rotina carioca desde janeiro. Chope no fim da tarde antecedido de horas e horas de futevolei nas areias de Ipanema, Copacabana ou Leme.
Renato Portaluppi tinha recusado duas propostas desde sua saída do Grêmio. Vasco da Gama, onde seu trabalho seria exaustivo e teria como objetivo prioritário evitar proximidade com o Z-4. E Cruzeiro, milionário com sua SAF já revendida, local em que reencontraria Gabigol e teria dinheiro suficiente para contratar até que se sentisse atendido.
Nada, entretanto, soaria tão sedutor como voltar ao Fluminense a tempo de comandá-lo no glamouroso Mundial de Clubes da Fifa no meio do ano. Renato, leal que é, certamente não estava secando Mano Menezes para ter a chance que agora a ele se apresenta.
Rico, fruto do seu trabalho, e autorizado por esta boa condição a dizer "não" a tantas propostas quantas aparecessem, Renato Portaluppi foi procurado pelo Fluminense, acertou com o clube de Laranjeiras e estreia neste domingo (6), no Maracanã, contra o Bragantino.
Ele fez mau trabalho em seu último ano de Grêmio, combinemos, o que não apaga nada do que realizou antes para virar, afinal, estátua. Renovado pelo descanso e motivado pelo combo maravilhoso de trabalhar na terra que escolheu para viver, Renato deve estar feliz feito pinto no lixo. Gosto dele. Torço por ele. Boa sorte, treinador.
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