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A construção de um time parte das ideias e escolhas do seu técnico. Mas tem também elementos externos que, muitas vezes, decidem pelo comandante.
Vamos lá. O atual Grêmio tem em Cristaldo uma figura central, cotado no ambiente interno como um meia decisivo, de boas estatísticas de gols e assistências nas duas últimas temporadas.
O ponto, porém, é que com Cristaldo o encaixe fica mais frouxo na fase defensiva. Ele é diferente com a bola, mas menos presente sem ela.
Quinteros, na chegada, o elogiou e viu nele o camisa 10 que sua ideia precisa. Como era Cláudio Aquino no seu Vélez.
Só que Cristaldo está mais para um oito e meio, talvez até falso nove, do que para um 10. O campo tratou de escancarar isso no sábado (22).
Houve uma diferença brutal entre o time do primeiro tempo, com ele, e o do segundo, com Monsalve.
Mais vertical, mais ativo e intenso e com a mesma qualidade técnica, o colombiano deu ao Grêmio de Quinteros o encaixe que precisava.
Percebeu-se a mesma rotação entre ele, Amuzu, Kike e Braithwaite. O time ganhou força ofensiva e capacidade de recomposição mais rápida.
O campo falou. E, quando ele fala, o técnico precisa ouvir. Até porque está ajudando-o a moldar o time.
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