
Quando a economia ameaça frear, o petróleo despenca. A guerra comercial global está provocando isso agora, especialmente por envolver as duas maiores potências do mundo: Estados Unidos e China. O governo norte-americano pesou a mão nas tarifas aos produtos chineses e recebeu de volta uma retaliação na mesma magnitude.
Além disso, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) anunciou aumento de produção a partir de maio. O barril de Brent, que estava em US$ 80 por alguns meses, caiu a US$ 65, o menor patamar em três anos.
A Petrobras reduzirá preços de gasolina e diesel nas refinarias? A estatal deve esperar um pouco mais, como tem feito, evitando o auge da oscilação e aguardando que a cotação do ouro negro se acalme. Além disso, o dólar está subindo, o que acaba anulando parte da queda do petróleo.
As duas últimas alterações que a Petrobras fez foi subir e depois reduzir o preço do diesel. O movimento de queda no petróleo, porém, abre uma janela para a importação de combustíveis.
Na Refinaria de Mataripe, na Bahia, responsável por 14% do mercado de refino do Brasil, a diferença de preços da gasolina estava, nessa sexta-feira (4), 6% acima do praticado no Golfo do México, usado como referência para os importadores brasileiros, e de 3% no diesel. A empresa reajusta preços todas as semanas.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: fios abandonados em postes, loja de chocolates fechada e outdoor de empregos
É assinante mas ainda não recebe a carta semanal exclusiva da Giane Guerra? Clique aqui e se inscreva.
Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Guilherme Jacques (guilherme.jacques@rdgaucha.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)
Leia aqui outras notícias da coluna