Só no último trimestre de 2024, o número de turistas argentinos aumentou 33% no Brasil. O destino que lidera é o Rio Grande do Sul, com 85% de crescimento sobre o mesmo período do ano anterior. Na Argentina, sites e televisões ensinam como usar o Pix, que eles podem fazer pelos bancos digitais.
Mas o que provoca esta "invasão" das praias daqui pelos argentinas? A economia. O governo de Javier Milei tem tomado medidas - consideradas até artificiais por vários economistas - para conter a desvalorização do peso em relação ao dólar, ou seja, a moeda argentina perdeu menos valor do que o real. Além disso, a inflação de lá (84,5% em 12 meses), apesar de ter sido reduzida, segue bem maior do que a brasileira (4,56%).
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Quem está surfando a onda argentina é o comércio do litoral gaúcho. A alta estimada de vendas é de 30%, puxada pelos vizinhos, que gastam bem mais do que os gaúchos. Como sua moeda está valendo muito mais aqui, não apenas passeiam, mas compram roupas de inverno e verão, calçados, brinquedos e até itens de higiene para levar para casa.
- As famílias argentinas chegam com 6, 7, 8, até 10 pessoas. Estimamos 3 mil turistas de lá agora só em Capão da Canoa. A cada 10 famílias que entram no restaurante, seis são de argentinos - comentou o presidente da Associação Comercial, Industrial e Prestadora de Serviços de Capão da Canoa e Xangri-lá (Acicc), Augusto Roesler, ao podcast Nossa Economia, de GZH.
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Guilherme Jacques (guilherme.jacques@rdgaucha.com.br)
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