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A Microsoft anunciou que encerrará o Skype, plataforma de comunicação com troca de mensagens e chamadas de vídeo, no dia 5 de maio. Após 22 anos de funcionamento, o serviço será descontinuado para abrir espaço para o Teams, plataforma similar também operada pela empresa de Bill Gates.
"Com o Teams, os usuários têm acesso a muitos dos mesmos recursos principais que usam no Skype, como chamadas individuais e em grupo, mensagens e compartilhamento de arquivos", afirmou a Microsoft em nota publicada nesta sexta-feira (28) no X.
A empresa não divulgou quantos usuários ou funcionários serão impactados pelo encerramento do serviço. A Microsoft não comentou sobre o futuro da equipe.
Para facilitar a migração do Teams, a companhia informou que os usuários do Skype poderão acessar a plataforma gratuitamente em dispositivos compatíveis, com o mesmo usuário e senha cadastrados no Skype. Bate-papos e contatos serão transferidos automaticamente.
Os 22 anos do Skype
Criado em 2003, o Skype revolucionou o setor de telecomunicações no início dos anos 2000. A plataforma conquistou milhões de usuários no mundo todo oferecendo chamadas de áudio e vídeo. Em 2011, a Microsoft adquiriu a plataforma por US$ 8,5 bilhões, sua maior compra na época.
O serviço perdeu relevância nos últimos anos, especialmente com o crescimento de plataformas similares e mais eficientes como o Zoom e Google Meet. No período, a Microsoft também priorizou o desenvolvimento do Teams, aplicativo com a mesma finalidade do Skype, porém mais intuitivo e leve.
Tecnologia obsoleta
A empresa atribui parte da queda de utilização do Skype à inadequação de sua tecnologia para a era dos smartphones. Durante a pandemia, a Microsoft intensificou a integração do Teams com outros programas do Office, relegando o Skype a um plano secundário e buscando atrair principalmente usuários corporativos.
Império sob declínio
Quando foi incorporado pela Microsoft, o serviço contava com cerca de 150 milhões de usuários mensais. Em 2020, esse número havia caído para aproximadamente 23 milhões, apesar de um leve aumento durante a pandemia.