
O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) aceitou, em 19 de março, a denúncia contra as três sócias da imobiliária Menino Deus, em Porto Alegre, remetida pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MP-RS) no início do mês.
Com isso, as três sócias viraram rés pelos crimes de apropriação indébita, furto qualificado pelo abuso de confiança e associação criminosa por lesar 250 condomínios.
A denúncia contra as irmãs Nádia, 56 anos, e Eliane Schallenberger, 62, além de Sueli Gonzales, 72, inclui informações de 200 inquéritos policiais que apontaram desvios de R$ 3,7 milhões da imobiliária e dos clientes, com um prejuízo total estimado de R$ 7,5 milhões.
A defesa de Sueli alegou que ela não tem relação com os fatos. (leia a íntegra abaixo). Já os advogados de Nádia e Eliane informaram que ambas ainda não foram citadas formalmente quanto ao processo e que vão aguardar para se manifestar nos autos.
O que diz a defesa de Sueli Gonzales
"Os fatos narrados na denúncia não guardam relação com as atividades desempenhadas pela Dona Sueli na época em que ela trabalhou na Imobiliária. É uma denúncia genérica e carente de uma melhor delimitação dos fatos e das responsabilidades. A partir de agora, nosso escritório se manifestará exclusivamente no ambiente do processo, onde pretendemos provar a inocência de nossa constituinte."