
Depois de reunião entre os diretores das escolas e representantes da prefeitura, nesta terça-feira (11), a Brigada Militar (BM) prometeu reforçar a segurança nos colégios do Bairro Mário Quintana. Além das equipes de patrulha comunitária e de operações especiais, um grupo específico de policiais ficará responsável pelo policiamento das instituições de ensino da região.
"É preciso que as escolas que tem contato com essas pessoas da comunidade entrem em contato conosco para que possamos averiguar se isso é realidade ou somente um boato", explica o subcomandante do 20º Batalhão, major André Ribeiro.
O major ainda nega que tenha ocorrido toque de recolher na segunda-feira (10), e garante que não foi informado pela direção da escola Timbaúva sobre a liberação de alunos mais cedo, em razão da falta de segurança.
"Não tem toque de recolher. Alguns indivíduos tentam trazer medo espalhando boatos, mas nada se confirmou. O Bairro está operando normalmente", explica Ribeiro.
A polícia não divulga números de efetivo, mas garante que triplicou os policiais atuantes na região no último mês.
Também presente na reunião, o coordenador do Centro Administrativo Regional, Paulo Coelho, ressalta que, todos os meses, o Comitê Gestor de Território realiza reuniões na comunidade para discutir questões de segurança. Entretanto, muitos moradores não estão comparecendo às reuniões, no último mês.
"As lideranças comunitárias nos informam que são orientadas a não sair de noite e acabam não vindo para as reuniões. Há uma crise na região, mas está sendo controlada com a entrada efetiva da Brigada", destaca o oficial.
Na tarde desta terça, a segurança foi reforçada em todas a escolas da região, que funcionaram normalmente. O comércio estava aberto e moradores circulavam de forma tranquila. Apesar disso, moradores relatam que o problema maior é registrado no período da noite. Um deles, que prefere não se identificar, conta que o toque de recolher é fato rotineiro na região.
"Todos temos medo, é uma gangue contra outra, isso todo mundo sabe. Se meus filhos não chegam até as18h em casa começo a me preocupar. A polícia só aparece depois das ocorrências", lamenta.
Na madrugada de ontem, a cabeça e o braço de um homem com antecedentes criminais foram encontrados no cruzamento das ruas delegado Eli Corrêa e Martim Félix Berta. É o décimo homicídio em um mês na região.