
Um encontro na noite desta quarta-feira marcou o fechamento da fase de planejamento estratégico do projeto O Futuro Que Queremos, iniciativa da Fundação Marcopolo para promover transformação social e buscar soluções de inovação para Caxias do Sul. Mais uma vez realizada nas futuras instalações da Biblioteca Parque da entidade, a reuniu apresentou propostas que saíram dos grupos de trabalho formados por representantes do poder público, de instituições de ensino, do setor privado e da juventude.
Antes de encaminhar a reunião, o coordenador da Fundação Marcopolo, Luciano Balen, lamentou os fatos ocorridos em Caxias na véspera: o esfaqueamento de uma professora em sala de aula e a morte de um policial em serviço. Na sequência, convidou o rapper Chiquinho Divilas para recitar um poema sobre educação e sobre os verdadeiros heróis da sociedade, que são aqueles que oferecem o melhor exemplo para as crianças.
Ações de promoção de saúde mental e e de escuta da juventude foram os principais temas levantados pelos participantes, quando instigados pelo antropólogo colombiano Santiago Uribe Rocha. Muitos estiveram presentes nos encontros que serviram para formar os diferentes grupos de trabalho do projeto. "Trabalho", aliás, foi uma das palavras destacadas para a reflexão, por ter sido um dos termos mais recorrentes na "nuvem de palavras" das reuniões anteriores.

- Caxias do Sul é uma cidade que se orgulha muito de ter a vocação para o trabalho, mas parece que as pessoas Às vezes se esquecem da importância do lazer, dos momentos de ócio criativo e de se ter estímulos que possam gera rinovação e transformação _ comentou a atriz e ex-secretária de Cultura de Caxias, Aline Zilli.
Uribe Rocha ressaltou a importância de se pensar o trabalho num contexto de cuidado com as pessoas e com os jovens:
- O trabalho tem de estar presentes como motor da transformação. Mas ele deixa de cumprir esse papel quando vira sobrecarga e passa a afetar a saúde mental das pessoas.
Ao pactuar ações que terão o anos de 2050 como um norte, Luciano Balen destacou que não foram encontradas soluções, mas sim caminhos a serem percorridos e possibilidades a serem exploradas de maneira coletiva. E que buscar ampliar os espaços de escuta dos anseios da população jovem passará a ser uma prioridade para as próximas fases do Futuro Que Queremos.
O próximo encontro será no dia 7 de maio, às 19h30min, também na Biblioteca Parque.