
Em 2025, o aumento dos focos do mosquito transmissor da dengue (Aedes aegypti), em São Marcos, ocorreu de forma antecipada em relação à 2024, levando a mudança da classificação epidemiológica da cidade de amarelo para vermelho já em fevereiro. No ano passado, os números apresentaram um crescimento exponencial nos meses de fevereiro, março e abril.
Em janeiro deste ano foram distribuídas 50 ovitrampas, que são as armadilhas que coletam ovos do mosquito, possibilitando o acompanhamento da infestação, resultando na coleta de 29 focos positivos. Já em fevereiro, com a mesma quantidade de armadilhas distribuídas, foram coletados 28 focos. Nos dois meses, foi totalizado a retirada de aproximadamente 2.924 ovos do mosquito do ambiente.
Apesar do aumento dos focos, o setor de vigilância epidemiológica de São Marcos não confirmou nenhum caso da doença até o momento. No entanto, a prefeitura reforça que a prevenção deve ser contínua, principalmente entre a segunda quinzena de fevereiro e o final de maio.
Embora São Marcos não tenha sido contemplada pelo Ministério da Saúde com as vacinas contra a dengue, o município dispõe de testagem rápida e exames laboratoriais para auxiliar no diagnóstico e manejo clínico da doença.
Reunião debateu medidas de enfrentamento
Nesta semana foi realizada uma reunião no auditório da secretaria de Saúde para discutir o aumento dos casos de dengue em São Marcos nos dois primeiros meses do ano. O encontro reuniu representantes do poder público e da comunidade, com o objetivo de avaliar a situação e propor ações para conter a proliferação do mosquito transmissor da doença.
Entre as ações definidas, haverá uma parceria entre os setores de engenharia, meio ambiente e vigilância ambiental em saúde para identificar complexos habitacionais com acúmulo de água. Ações adicionais, como limpeza de acostamentos de rodovias e afixação de cartazes informativos em veículos de transporte público, foram discutidas para ampliar o alcance da campanha.
Vídeos educativos devem ser produzidos para orientar a população sobre a eliminação de criadouros em suas residências, além de materiais informativos nas redes sociais. Além disso, a secretaria de Educação sugeriu que a temática seja abordada nas atividades das escolas municipais.