
A Universidade de Caxias do Sul e a empresa Biosys Ambiental selaram parceria para o desenvolvimento de um sistema para aproveitar o lodo sanitário na produção de eletricidade utilizando o resíduo final do processamento como insumo para a indústria de cimento.
A técnica prevê eliminar o uso de aterros para a destinação final do lodo do tratamento de esgoto sanitário. Com duração de 36 meses, o projeto prevê a criação de uma unidade de produção de energia e subprodutos de valor agregado a partir do lodo de estações de tratamento de esgoto (ETE).
O objetivo é que essa unidade de tratamento possa ser replicada em várias estações em todo o país. De acordo com a evolução, essa unidade poderá ser móvel, abrindo a possibilidade de atender a várias ETEs de uma cidade.
— Atualmente, a UCS tem nada menos do que 228 projetos em andamento, cada qual com suas características na busca do desenvolvimento social, tecnológico e sustentável. Esse projeto em parceria com a Biosys tem como particularidade o objetivo de oferecer solução a um problema de alcance mundial. É uma tecnologia disruptiva, que requer ousadia, e por isso estamos muito felizes em participar desse desafio — diz o reitor Gelson Leonardo Rech.
Segundo o CEO da Biosys, Guila Sebben, a meta da iniciativa é criar uma nova tecnologia que possa atender a todo o país, em conformidade com o Marco Legal do Saneamento.
— Todos os nossos projetos de pesquisa e desenvolvimento possuem parcerias com instituições científicas, tecnológicas e de inovação. Para esse projeto ousado, não hesitamos em escolher a UCS, que hoje já é referência no desenvolvimento de tecnologias para a sustentabilidade das cidades e indústrias — acrescenta Guila.
Dentro da UCS, o projeto será desenvolvido pelo Laboratório de Energia e Bioprocessos e na Biosys por meio da Inovabio — Ecossistema de Inovação, unidade de pesquisa e desenvolvimento da empresa.
O investimento é de R$ 10 milhões, sendo R$ 7 milhões por subvenção da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), vinculada ao governo federal.