O príncipe Harry, que deixou de ser patrono de uma ONG que fundou no Lesoto devido a um conflito com sua presidente, disse nesta quinta-feira (3) que está aliviado com a abertura de uma investigação pelo regulador britânico de instituições de caridade.
"Em nome dos antigos membros do conselho e parceiros, expressamos alívio" com o fato de que a Charity Commission "realize uma investigação completa" sobre a Sentebale, disse Henry em um comunicado, denunciando "mentiras descaradas" da atual presidente, Sophie Chandauka.
A Charity Commission anunciou nesta quinta-feira a abertura da investigação da organização fundada em 2006 em memória da mãe de Harry, a princesa Diana, para ajudar órfãos que perderam os pais devido à aids.
O príncipe disse que espera que seja revelada "a verdade" que o levou a renunciar em 26 de março, medida seguida pelo outro cofundador, o príncipe Seeiso, do Lesoto.
O duque de Sussex e Sophie Chandauka, envolvidos em uma disputa amplamente divulgada pela imprensa nos últimos dias, disseram que solicitaram a intervenção da reguladora.
As tensões aumentaram quando Chandauka, advogada zimbabuense nomeada presidente da associação em 2023, acusou o duque de Sussex de "assédio e intimidação em grande escala".
Os cinco membros do conselho de administração da Sentebale, que pediram a renúncia da presidente, deixaram seus cargos na semana passada.
Chandauka, que tentou evitar sua demissão na Justiça britânica, também comemorou em um comunicado nesta quinta-feira a abertura da investigação, à qual submeterá as conclusões de "uma revisão da governança interna da associação" realizada pelo conselho no ano passado.
* AFP