
O Tribunal Constitucional da Coreia do Sul validou nesta quinta-feira (3) —sexta-feira (4), no horário local — o impeachment do presidente Yoon Suk-yeol por ter imposto brevemente, em dezembro do ano passado, uma lei marcial que mergulhou o país em uma grave crise.
— Pronunciamos o seguinte veredito, com o acordo unânime de todos os juízes: destituímos o réu, presidente Yoon Suk Yeol — declarou o juiz principal, Moon Hyung-bae.
Relembre o caso
Yoon declarou lei marcial de emergência no território da Coreia do Sul no dia 3 de dezembro do ano passado. O então líder do Executivo acusou a oposição do país de controlar o parlamento e simpatizar com a Coreia do Norte.
Membros do Partido Democrático, principal oposição, acusaram o presidente de tentativa de golpe de Estado. Na época, Yoon disse que a movimentação teve como objetivo defender a ordem constitucional do país.
Com o anúncio, a legislação seria substituída por leis militares, que poderiam restringir o acesso a direitos civis pela população sul-coreana.
A medida foi rapidamente revogada pelo congresso sul-coreano e o então presidente foi suspenso e preso.
Ele foi solto em 8 de março após quase dois meses de prisão.