
Já são 1.644 mortos, 3.408 feridos e 139 desaparecidos em decorrência do terremoto de magnitude 7,7 que atingiu o sudoeste da Ásia na sexta-feira (28), conforme atualização mais recente de autoridades de Mianmar.
O tremor também causou pontos de destruição na Tailândia, onde pelo menos seis morreram, 26 ficaram feridos e 79 estão desaparecidos após a queda de um arranha-céu na capital Bangkok.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos já estimava que o número total podia ultrapassar 1 mil mortos. O comunicado oficial do governo de Mianmar sugere que a quantidade de vítimas fatais no país deve seguir aumentando ao informar que "números detalhados ainda estão sendo coletados".
O terremoto foi seguido por um forte abalo secundário de magnitude 6,4, e seis regiões declararam emergência. Na cidade de Mandalay, em Mianmar, o tremor derrubou vários edifícios, incluindo um dos maiores mosteiros da cidade. Fotos da capital do país, Naipidau, mostraram equipes de resgate retirando vítimas dos escombros de vários prédios usados para abrigar funcionários públicos.
Ajuda externa
O Ministério de Emergências da Rússia enviou dois aviões transportando 120 socorristas e suprimentos, conforme a agência de notícias estatal russa Tass.
A Índia mandou uma equipe de busca e resgate e uma equipe médica, além de cobertores, lonas, kits de higiene, sacos de dormir, lâmpadas solares, pacotes de alimentos e utensílios de cozinha, publicou o ministro das Relações Exteriores do país no X.
O Ministério das Relações Exteriores da Malásia disse que o país enviará 50 pessoas no domingo (30) para ajudar a identificar e fornecer ajuda às áreas mais atingidas. As Nações Unidas destinaram US$ 5 milhões para iniciar os esforços de socorro.
A Agência Nacional de Incêndio de Taiwan disse que uma equipe de resgate de 120 pessoas estava de prontidão para possível mobilização. A equipe incluía pessoal de resgate, médicos, enfermeiros, um veterinário, seis cães de busca e resgate e 15 toneladas de equipamentos.
O presidente Donald Trump afirmou na sexta-feira que os EUA iriam ajudar na resposta, mas alguns especialistas estavam preocupados com esse esforço, dados os cortes profundos de assistência estrangeira feitos por seu governo.