
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou que concorda com a proposta de cessar-fogo na guerra contra a Ucrânia, mas que o acordo deve levar a uma paz duradoura e eliminar as "causas raízes do conflito". Volodimir Zelensky, presidente ucraniano, já se manifestou favorável ao acordo.
O chefe do governo russo definiu como "certo" o aceite do país pelo acordo:
— Precisamos conversar com os Estados Unidos sobre quem controlará o acordo. O cessar-fogo em si é certo e nós o apoiaremos, mas há questões a serem discutidas — disse durante coletiva de imprensa nesta quinta-feira (13), ao ressaltar ser "impossível" não levar em consideração os interesses russos para as negociações.
Na ocasião, Putin disse que "talvez" ele e o presidente norte-americano, Donald Trump, precisem fazer uma ligação por telefone para discutir mais detalhes do acordo.
— Agradeço Trump por dar tanta atenção para o acordo com a Ucrânia.
Segundo o Kremlin, tropas ucranianas estão em total isolamento em Kursk e a atual proposta do cessar-fogo não deixa claro como a situação se desdobrará na região e em outros locais.
O presidente russo disse ainda que, caso os EUA e a Rússia concordem em estabelecer uma cooperação energética, um gasoduto para a Europa pode ser fornecido.
— Será benéfico para a Europa, graças ao gás russo barato — defendeu Putin.