O Hamas denunciou neste sábado (8) o bloqueio da ajuda humanitária destinada à Faixa de Gaza por parte de Israel, e acrescentou que os reféns ainda detidos no território palestino são também vítimas da situação.
O governo israelense "exacerba a catástrofe humanitária que causa na Faixa de Gaza cometendo o crime de guerra de punição coletiva através da fome e da privação de bens de primeira necessidade pelo sétimo dia consecutivo", afirmou o movimento islamista palestino em um comunicado.
Além dos 2,4 milhões de palestinos que vivem em Gaza, os reféns israelenses ainda em mãos do Hamas "também estão afetados pela falta de comida, medicamentos e atenção médica", acrescentou.
Após 15 meses de guerra entre Israel e Hamas, a primeira fase da trégua em vigor desde 19 de janeiro possibilitou a libertação de 33 reféns, oito deles mortos, em troca de aproximadamente 1.800 prisioneiros palestinos.
Israel autorizou a entrada de ajuda humanitária à Faixa de Gaza, antes de bloqueá-la em 2 de março.
A ajuda humanitária se tornou "a principal fonte de renda" para o Hamas em Gaza, justificou o ministro das Relações Exteriores israelense Gideon Saar.
* AFP