A Alta Corte de Londres condenou, nesta quinta-feira (3), o presidente americano, Donald Trump, a pagar mais de 625.000 libras (4,5 milhões de reais) em custos judiciais depois da rejeição de seus processos contra um ex-espião britânico.
Um relatório desse último sobre os supostos vínculos de Trump com a Rússia provocou uma tempestade política em 2017.
O presidente americano havia levado o caso ante a Justiça britânica em 2022 sob a lei de proteção de dados em relação a esse documento, que recopilava informação não verificada e mencionava, entre outras coisas, a existência de um vídeo de conteúdo sexual.
Seu processo foi contra a empresa de inteligência privada Orbis Business Intelligence, criada pelo ex-agente do serviço de Inteligência britânico M16 Christopher Steele e contratada pelos democratas durante a campanha para as eleições presidenciais de 2016.
Trump solicitava uma indenização por danos morais e se centrava especialmente em duas notas desse relatório que descreviam supostas orgias das quais ele havia participado em São Petersburgo, assim como outras com prostitutas em Moscou.
No ano passado, a Justiça britânica rejeitou os processos, afirmando que não havia "razões convincentes" para realizar um julgamento.
A juíza Karen Steyn avaliou que Trump não estava em condições de "formular um processo viável que tivesse uma verdadeira possibilidade de sucesso (...) e escolheu deixar passar muitos anos".
Além disso, considerou que o então ex-presidente buscava principalmente "defender sua reputação" através dessa ação.
Algumas das descobertas do ex-espião britânico alimentaram a investigação do procurador especial americano Robert Mueller.
Esse último, após dois anos de investigação sobre os vínculos entre Donald Trump e a Rússia, concluiu que existiam provas de interferências russas na campanha eleitoral, mas não de um conluio com a equipe de Trump.
* AFP