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A presidente Dilma Rousseff cancelou viagem a Belo Horizonte (MG) nesta sexta-feira para se debruçar sobre a reforma administrativa, que pretende concluir até o início da próxima semana. Ministros também suspenderam compromissos fora de Brasília neste fim de semana para ficar à disposição, tanto para auxiliar como para serem dispensados pela petista.
O governo tem dificuldades em cortar os próprios gastos, cargos e ministérios, tanto que deixou para o final da lista de medidas de ajuste fiscal. Sofreu críticas por isso. O prazo, no entanto, se aproxima do fim. A presidente tem viagem prevista para a próxima quarta-feira, pois vai participar da abertura da assembleia geral da ONU em Nova York, e prometeu decolar com a missão da reforma administrativa cumprida e anunciada.
Só nessa quinta-feira foram três reuniões com aliados, uma delas com o ex-presidente Lula. Ministros, deputados e senadores nunca foram tão solicitados às dependências do planalto como na última semana. Foram sete encontros em cinco dias.
O que já se sabe sobre a dança das cadeiras nos ministérios é que Aloizio Mercadante deve ser mantido, porém com funções mais burocráticas, na Casa Civil. Ele não é um homem bom de conversa e trânsito entre políticos. Mas deverá ser poupado porque é considerado fiel.
O assessor especial da Presidência, o gaúcho Giles Azevedo, será o novo secretário-executivo da Secretaria de Relações Institucionais. Ele seguirá com Ricardo Berzoini na articulação política, papel que vinha sendo desempenhado pela dupla do PMDB Eliseu Padilha e Michel Temer.
Entre conselhos, opiniões próprias e barganhas, Dilma deve ter cuidado com o Congresso, falar menos e agir mais, afirmou um líder no Senado. O PMDB no Legislativo até está disposto a ajudar, desde que receba em troca um superministério e possa indicar o titular.