
O Inter empatou por 1 a 1 com o Bahia, na noite desta quinta-feira (3), em Salvador, na estreia na Libertadores em jogo marcado por mudanças táticas dos dois treinadores, mas que teve os mandantes levando maior perigo ao longo dos 90 minutos.
O Desenho Tático de Zero Hora atenta para um detalhe que foi determinante para o gol do time baiano além da mudança feita na zaga colorada por Roger Machado em função da lesão de Juninho.
Como iniciaram
Rogério Ceni surpreendeu na sua escalação ao mexer no setor direito com as entradas de Arias e Cauly nos lugares de Gilberto e Ademir. Mais que nomes, as trocas alteraram o posicionamento da equipe em fase ofensiva.
Gilberto normalmente faz uma saída de três com os zagueiros enquanto Ademir fica responsável por dar amplitude na direita. Com a presença de Arias, um lateral ofensivo, Cauly funcionou como falso ponta aparecendo por dentro e liberando o corredor para o colombiano.
Isso mudou o posicionamento do lateral esquerdo Luciano Juba. Normalmente o jogador que se adianta por dentro para ser um volante na fase ofensiva, Juba ficou encarregado de ser o terceiro homem na iniciação da jogada junto aos zagueiros Mingo e Kanu.
Como o Bahia costuma jogar

Como o Bahia se postou em fase ofensiva contra o Inter
O Bahia conseguiu ter maior controle do meio-campo a partir da formação que aproximou Everton Ribeiro de Jean Lucas e Caio Alexandre ainda tendo Cauly por ali. A resposta de Roger Machado para esse domínio baiano foi repetir a estratégia usada diante do Flamengo de ter Fernando como zagueiro.
O camisa 5 iniciou como volante, mas passou a jogar recuado com o Inter tendo uma linha de cinco na defesa a partir dos 15 minutos do primeiro tempo.
O lance do gol baiano
A forte presença ofensiva do Bahia só se tornou gol aos 26 minutos do segundo tempo. O lance aconteceu logo após Roger Machado ter sido obrigado a substituir o zagueiro Juninho por lesão.
A opção foi pela entrada de Rogel, mexeu no lado de Vitão, que passou a jogar pela esquerda na zaga. Pela direita, o uruguaio acabou envolvido no lance do gol baiano, mas não foi apenas a troca no Inter que teve influência na jogada.
Ceni também havia mexido no Bahia. Foram três trocas que mudaram a mecânica ofensiva da equipe: Gilberto por Arias, Ademir por Cauly e Erick por Everton Ribeiro.
Com Ademir entrando pela ponta direita, Gilberto teve a missão de ser um terceiro homem na saída de bola junto aos zagueiros, o que deu liberdade para Luciano Juba. Pois foi o lateral quem apareceu de forma ofensiva para fazer o cruzamento para o gol de Jean Lucas.
Posicionamento de iniciação das jogadas do Bahia mudou após trocas

Com liberdade, Juba aparece no ataque para dar assistência para Jean Lucas

O Inter mostrou poder de reação e conseguiu chegar ao empate com o gol de Valencia aos 38. Os números do jogo, no entanto, mostram a superioridade do Bahia, que teve 60% de posse de bola e 21 finalizações contra oito do Colorado.
Roger Machado tem razão ao dizer que o Inter tem se mostrado um time que se recusa a perder baseado em vários jogos desde o ano passado nos quais a equipe teve capacidade de recuperação após estar atrás no placar.
No entanto, os confrontos com Flamengo e Bahia mostraram um Inter sendo pressionado e tendo menos a bola que seus adversários. Os próximos compromissos no Beira-Rio exigirão uma postura diferente da equipe.
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