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A falta de velocidade do Inter na transição de jogo, contra o Brasil, tem três causas: a retranca do time pelotense, o excessivo número de jogadores sem explosão na equipe colorada e a desqualificação técnica que persiste no Beira-Rio. Obviamente, não podem ser desconsideradas as escolhas equivocadas na escalação.
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É preciso que Abel Braga descubra, urgentemente, que só tem lugar para um jogador lento, no meio-campo: D'Alessandro. Acrescentar Alex e Jorge Henrique é fazer o que sonha qualquer rival. Alan Patrick e Otávio não são duas maravilhas, mas aceleraram o Inter quando foram chamados, na etapa final.
O terceiro problema colorado é mais grave e de difícil solução: as deficiências técnicas. Começando pelos zagueiros. O Paulão é um becão de fazenda, é difícil entender por que foi contratado. Ernando é outro zagueiro simplório incapaz de surpreender com um apoio eventual de qualidade.
À frente dos zagueiros está Willians, volante que não guarda posição e é campeão em cometer faltas perigosas. Finalmente, o ataque. Rafael Moura e Wellington Paulista são centroavantes para equipes que jogam apenas para não cair. São fracos, simplesmente.
Assim, é inevitável concluir que o Inter só tem meio time. E parece não existirem recursos para melhorar a equipe. Ah, outro problema sem solução: a faceirice tática que está no DNA do Abel. Esta conta deve ir para os dirigentes, afinal, quem não sabia que o treinador é da turma "vamos para dentro deles?"