
Os cortes no Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), anunciados pelo Ministério da Educação (MEC) há 11 dias, motivaram um protesto de estudantes da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) no fim da tarde de quinta-feira. Os alunos pedem à instituição uma linha de crédito alternativa para aqueles que foram impactados pela restrição no programa de financiamento e teriam de abandonar os estudos.
Eles também reivindicam que a PUCRS perdoe as dívidas dos estudantes que se matricularam na expectativa de serem contemplados pelo Fies - mas que acabaram sem o financiamento devido ao esgotamento dos recursos - e protestam contra o aumento das mensalidades. Convocado pelo Diretório Central de Estudantes (DCE), o ato reuniu cerca de 150 pessoas, segundo a organização. Eles saíram em caminhada pelo campus e chegaram a bloquear a Avenida Ipiranga por cerca de 15 minutos.
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- Estamos em uma campanha contra os cortes do governo, principalmente na área da educação. Com relação ao Fies, convocamos outras universidades que assinaram uma carta que deve ser entregue às reitorias e fizemos um ato simbólico para entregá-la à reitoria da PUCRS - diz Fernando Genro, um dos coordenadores do DCE da PUCRS.
Em nota, a PUCRS informou que tem recebido individualmente os estudantes que não conseguiram o financiamento estudantil por meio do Fies e que necessitam de crédito educativo. "A universidade dispõe de outras alternativas de crédito para auxiliar no custeio das parcelas educacionais, e inclusive ampliou a disponibilidade de crédito para 2015 com o propósito de facilitar o acesso dos estudantes ao Ensino Superior", afirma o texto.
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O MEC garante que todas as renovações do Fies serão contempladas (as solicitações podem ser feitas até 29 de maio) - o corte teria impacto somente sobre a abertura de novas inscrições. O ministério se comprometeu a financiar integralmente as mensalidades que tiveram reajuste de até 6,41% (índice equivalente à inflação medida no ano passado) em relação ao valor cobrado em 2014, mas estudantes que renovaram os contratos com reajustes acima desse teto estão recebendo aviso de que a instituição ainda terá de explicar o aumento ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
* Zero Hora