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Noveleiro raiz, daquele que acompanha do primeiro ao último capítulo, lê os resumos e ainda faz questão de assistir para ter certeza de que tudo aquilo vai acontecer, torce pelos casais, odeia os vilões – ou até simpatiza um pouco, depende – e já começa a pensar nos próximos acontecimentos. Esse noveleiro, como eu e muitos de vocês, devem estar passando por um momento difícil agora: o luto. Fim de novela, ainda mais como Pantanal, é triste, como se estivéssemos dando adeus para familiares ou melhores amigos.
Se o ato de acompanhar telenovelas sofreu algumas mudanças nas últimas décadas, o sentimento que envolve o telespectador e suas tramas favoritas não muda. Das TVs de tubo aos capítulos assistidos pelo celular, no sofá de casa ou no ônibus, a novela ainda é uma companhia fiel, que provoca um misto de emoções.

Fim e começo
A tristeza que nos acompanha assim que começam a se anunciar os “últimos capítulos”, por outro lado, acompanha outro sentimento contraditório: a ansiedade com as chamadas de “vem aí”, anunciando uma nova trama. Vida de noveleiro é esse turbilhão. Se hoje a saudade de Pantanal nos invade, a partir desta segunda-feira, uma nova história tomará conta dos nossos corações. Que venha essa nova Travessia.