
Quando da contratação de Thiago Galhardo, no início deste ano, tinha-se a ideia de que estava chegando uma peça para ser apenas alternativa a D'Alessandro ou a outro meio-campista mais famoso que seria contratado. Já na casa dos 30 anos, não se esperava que o ex-jogador do Vasco e do Ceará seria tão fundamental no time de Eduardo Coudet como está sendo. Sem ser o mais conhecido, hoje é a mais importante peça no time colorado, que ainda busca afirmação. Esta condição já se desenhava progressivamente e se acentuou nesta semana depois da perda por lesão da estrela Paolo Guerrero.
Galhardo não será na plenitude um sucessor de D'Alessandro. Ninguém o será num futuro próximo. Ele, no entanto, dá à equipe um equilíbrio que era impensável quando não se tinha o argentino em campo. Mesmo que ainda haja a necessidade de um crescimento coletivo do time de Coudet, já se tem a ideia clara de que, quando Thiago Galhardo não joga, ou atua mal, as coisas não funcionam. Esta é a maior prova de que alguém é imprescindível.
Ainda no Gauchão, foi Thiago Galhardo quem fez Paolo Guerrero melhorar, e a parceria seguiu até o Brasileirão. Os dois são artilheiros. Um dá assistências ao outro. Coincidência ou não, Galhardo não foi bem no Gre-Nal e sua neutralização anulou o Inter. Contra o Atlético-GO, depois de um primeiro tempo confuso, ele entrou e modificou para melhor um time que ficou com um jogador a menos na bizarra expulsão de William Pottker.
O perigo da "Galhardodêpencia" é algo altamente provável no Inter de Eduardo Coudet. A condição de melhor contratação do ano está confirmada. A posição ideal é ajudando o ataque, mas postado como meio-campista. A postura pessoal já lhe garantia um ar de liderança. As atuações apenas ratificaram e fortaleceram esta condição.