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O Grêmio estará em Roraima, muito longe de casa. Braithwaite, por sua vez, estará muito perto de suas origens.
O dinamarquês nunca imaginou que a decisão de ter a experiência no Brasil estaria na vizinhança do seus antepassados. O pai de Braithwaite, Keith, seu maior incentivador, nasceu na Guiana, o pequeno país que muitos esquecem de incluir como parte da América do Sul.
Talvez o fato de a Guiana fazer parte da Concacaf e não da Conmebol ajude muito nisso.
O ponto aqui é que Braithwaite estará, nesta quarta-feira (19), para jogar contra o São Raimundo pela Copa do Brasil, a apenas 600 quilômetros de Georgetown, a capital do país que tem os Braithwaite como lendas do futebol local.
Por aquelas ironias do destino e fruto da migração deste nosso mundo globalizado, Martin, o mais famoso da família, joga pela Dinamarca e se tornou mundialmente famoso na passagem pelo Barcelona. Mas o restrito futebol guianês tem Braithwaite na seleção desde os anos 1950.
O mais recente deles, Gordon, foi jogador, capitão e depois técnico da seleção. Foi com ele que a Guiana chegou pela primeira vez à fase final da Copa do Caribe, uma competição de seleções da Concacaf com cara de interpraias, com Aruba, Curaçao, Cuba e Jamaica.
Em junho de 2022, Braithwaite fez uma visita com o pai a Georgetown, para conhecer os antepassados da família e atuar como embaixador da parceria entre as federações da Dinamarca e da Guiana.
Foram cerca de 10 dias de visitas, encontros e clínicas de futebol com jovens locais. Desde então, não voltou. Até esta quarta, quando estará na vizinhança da sua história.
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