
Parecem intermináveis os viéses do tarifaço de Donald Trump, porém um deles particularmente chamou a atenção da coluna: o do varejo. Presidente da Federação das Associações Gaúchas do Varejo (FAGV), Vilson Noer, provocou a coluna, que segue aqui com comitiva industrial aqui na Europa, sobre o receio de uma enxurrada de produtos da China (mais do que já ocorre). Isso porque a alta taxação imposta ao país asiático, de 34%, deverá redirecionar a outros destinos o que seria importado pelos Estados Unidos.
– Virão com tudo para vender ainda mais moda e etc aqui no Brasil. Plataformas crescerão vorazmente porque buscarão outros mercados – prevê Noer.

Com isso, o líder varejista retoma a bandeira de convencer o governo do Estado a elevar o ICMS para compras estrangeiras. Está em 17% no Rio Grande do Sul, que não aderiu ao movimento de outros 10 Estados de aumentar a 20%.
– Temos argumentos de sobra: combater sonegação das plataformas de venda, isonomia de competição do varejo com o produto importado, arrecadação substancial ao Estado, manter empregos na indústria e no varejo e proteção da economia local - seguiu falando o empresário.
O governo do Estado não quer se vincular neste momento a aumento de imposto. Como tem que passar pela Assembleia, uma saída seria algum deputado encarar a empreitada e criar um projeto de lei. Corre o risco de ter problemas de vício de origem, por matéria tributária ter que partir do Executivo, mas o comércio está disposto a apoiar bastante quem tentar.
Assista também ao programa Pílulas de Negócios, da coluna Acerto de Contas. Episódio desta semana: fios abandonados em postes, loja de chocolates fechada e outdoor de empregos
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Coluna Giane Guerra (giane.guerra@rdgaucha.com.br)
Com Guilherme Jacques (guilherme.jacques@rdgaucha.com.br) e Diogo Duarte (diogo.duarte@zerohora.com.br)
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