
A sindicância aberta pela Polícia Penal do Rio Grande do Sul para apurar o episódio do assassinato de um detento na Penitenciária de Canoas (Pecan) já dura mais de quatro meses, sem prazo para ser concluída. Segundo a Secretaria Estadual de Sistemas Penal e Socioeducativo (SSPS), a conclusão da investigação interna depende da conclusão do inquérito conduzido pela Polícia Civil.
A sindicância é um procedimento administrativo que apura eventuais falhas ou irregularidades cometidas por servidores. Segundo a SSPS, os servidores envolvidos na custódia dos presos naquele momento foram transferidos da Penitenciária de Canoas para outras unidades prisionais. Na época do crime, o governo chegou a afastar cinco servidores das funções.
Em 23 de novembro de 2024, o preso Jackson Peixoto Rodrigues, 41 anos, conhecido como Nego Jackson, foi morto a tiros dentro da Pecan. Líder de uma facção criminosa, o apenado foi alvo de dois integrantes de um grupo rival, também presos.
Outra morte em apuração interna pela Polícia Penal é a de Deise Moura dos Anjos, suspeita de matar três pessoas da família do marido com uso de um bolo envenenado. Ela foi encontrada sem vida dentro da Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, em 13 de fevereiro de 2025, em uma situação em que há suspeita preliminar de suicídio.
Mudança na Corregedoria
Nesta semana, o governador Eduardo Leite trocou o comando da Corregedoria-Geral da Polícia Penal gaúcha. O governador retirou do posto Rafael Schwengber Gierme e nomeou para o cargo José Giovani Rodrigues de Souza.
Agora corregedor, Giovani já ocupou o cargo mais elevado da instituição entre abril de 2021 e janeiro de 2023. Ele é servidor penitenciário desde 2007 e já foi diretor da Penitenciária Estadual de Arroio dos Ratos.
A troca na Corregedoria da Polícia Penal ocorre duas semanas depois de o governador do Estado mudar o comando da instituição. Saiu do cargo de superintendente Mateus Schwartz e assumiu o posto Luciano Lindemann, antes diretor da Cadeia Pública de Porto Alegre.
As mudanças na Superintendência e na Corregedoria foram comemoradas pelo Sindicato da Polícia Penal, que representa os servidores da instituição.