
Mobilidade, sustentabilidade e tolerância são três palavras defendidas pelo arquiteto e urbanista Jaime Lerner. Ele é o responsável por uma revolução no trânsito de Curitiba. Em palestra recente em Caxias, Lerner abordou sobre a implantação dos BRTs (Bus Rapid Transit) na capital paranaense, iniciada em 1974 e que serviu como modelo para uma série de cidades em todo o mundo. Diferente do metrô, porém, o sistema opera na superfície.
Deixar o carro na garagem é outra ideia apontada por Lerner. Para o especialista, o automóvel deve ser usado somente em momentos de lazer ou viagens. No cotidiano, ele defende um transporte público com qualidade. A ideia é dar ao ônibus a mesma performance do metrô, com pista exclusiva, embarque rápido e frequência. A espera deve ser de no máximo um minuto.
Para implantar o BRT em Curitiba, Lerner propôs a seguinte equação: o município investiria no itinerário, a iniciativa privada entraria com a frota e o pagamento seria por quilômetro rodado. Ele garante que o sistema se paga, portanto, não há necessidade de subsídios. Viadutos e grandes obras que incentivem o uso do automóvel são descartadas por ele.
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