
O 33º episódio do Podcast Paixão Ca-Ju foi com o ex-presidente do Caxias, Maurício Grezzana. Ele comandou o clube do dia 5 de novembro de 2015 a 4 de setembro de 2017 e esteve à frente da retomada grená a partir do título da Divisão de Acesso em 2016. Quando assumiu o clube, a dívida era superior aos R$ 30 milhões e o risco de passar o cadeado no portão principal do Centenário era grande.
Na entrevista aos jornalistas Tiago Nunes e Eduardo Costa, o ex-presidente do Caxias revelou que o clube esteve muito perto de tirar do papel um projeto audacioso. Seria uma reformulação completa do Estádio Centenário, que se tornaria Arena Centenário. Grezzana afirmou que o projeto ainda é viável para o clube.
— Dá para tirar do papel. Naquela época quase deu, não foi só um estudo. Eu postei a pouco tempo (o projeto). Naquela época ficou meio escondido, pois estava para sair. Era uma coisa que poderia ter saído. Claro, o time ainda estava precisando mostrar dentro de campo para sair alguma coisa — afirmou Maurício Grezzana.
Inclusive, empresas de grande porte vieram a Caxias do Sul para conhecer a área e também os detalhes do projeto, segundo Grezzana. Porém, quando tudo estava se encaminhando para um desfecho positivo, o mercado da construção civil respondeu negativamente.
— Nós tivemos um problema que Caxias deu uma guinada negativa na construção civil. A minha empresa ficou mal e outras tantas tiveram de parar. O mercado de Caxias deu uma travada violenta na época. Não é só uma questão do clube. O mercado tem que responder. Se o mercado responder tenho certeza que pode acontecer. Teve empresas grandes que a gente trouxe para olhar o lugar, projeto.
O PROJETO
Pelo projeto 3D, o Estádio Centenário teria uma reformulação nas duas ferraduras de arquibancada. Hoje construídas em curvas, as estruturas seriam retas. Desta forma o clube ganharia mais espaço de área construída na parte de trás.
Na área que tem acesso pela Rua Bento Gonçalves, seria construído um grande edifício, com hotel, lofts, área comercial e vagas de estacionamento. No lado oposto, entre o campo principal e o CT Baixada Rubra, um prédio anexo para o clube. Segundo o ex-presidente, o estádio ainda teria novas áreas de convívio entre os torcedores. Ele enfatiza que não era um projeto ilusório.
— Não era algo fictício, ia sair. Parte do valor do projeto iria para ajudar a revitalizar a comunidade em volta. Íamos revitalizar também aquela parte. O projeto não ficava só em prédio, vagas e tals. Era algo maior. Teve empresas grandes que se interessaram, mas passou o ano e o mercado no Brasil desandou. Agora, começa a retomar o mercado. O projeto pode ser viável um dia — finalizou Grezzana.
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