Bom Dia! O amanhecer anuncia a chegada da penúltimo dia do mês de fevereiro... Gratidão por tantas realizações... Carregamos, em nossa memória, muitos registros...
A sabedoria nos ensina o que deve ser guardado e o que deve ser esquecido... Ainda bem que os instantes de amor não são esquecidos... Feliz dia!
"Bendita memória, tão guardadora de instantes sagrados, tão esquecedora de dizeres ditos sem amor. Bendita memória que nos ensina, também, a esquecer." (Gabriel Chalita).
A busca pela autonomia faz parte do processo de humanização. Somos seres inacabados, estamos sempre em busca do aperfeiçoamento. Ocupar-se com a própria existência é uma necessidade e, ao mesmo tempo, uma aventura pois adentramos no campo do desconhecido e vamos nos descobrindo. É interessante perceber como estamos sempre fazendo descobertas, pois somos um infinito de possibilidades. Há um mar de lembranças nas profundezas do ser. Sim, a vida é feita de lembranças, mas nem todas merecem ser carregadas. A memória, quando bem cultivada, sabe separar o que nos fortalece do que apenas nos pesa.
Ela guarda os momentos sagrados — aqueles instantes em que fomos felizes, amados, compreendidos — e, ao mesmo tempo, permite que o que nos feriu vá se dissolvendo, perdendo a importância com o passar do tempo. Esquecer nem sempre é um ato de desatenção, mas de sabedoria. Algumas palavras ditas sem amor não precisam ser revividas, algumas dores do passado não precisam ser alimentadas. A mente que aprende a deixar ir se torna mais leve, mais serena, mais aberta ao que ainda pode ser vivido. Guardar ressentimentos é ocupar espaço com o que não constrói, enquanto esquecer o que não faz bem é uma forma de abrir espaço para o novo.
A memória nos ensina que recordar não é reviver, e esquecer não é apagar, mas sim permitir que o que vale a pena fique e que o que machuca perca a força.
Lembramos dos sorrisos sinceros, dos abraços demorados, das palavras que nos tocaram a alma. E deixamos para trás aquilo que não acrescenta, porque a vida é curta demais para carregar fardos desnecessários. Que saibamos nutrir a memória com o que nos faz bem e liberar o que já não merece espaço dentro de nós. Porque, no fim, somos feitos dos momentos que nos transformaram, das histórias que nos edificaram e daquilo que escolhemos guardar com o coração.
Bênção! Paz & Bem! Santa Alegria! Abraço!