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Ao entregar no final de maio o Montalcino Riserva, com 85% dos 197 terrenos comercializados na Linha 40, a Construfácil Urbanizadora tinha certeza: o luxuoso condomínio horizontal de R$ 40 milhões passaria a ser seu cartão de visitas, sua vitrine para a Serra Gaúcha.
Até porque a empresa, nascida em Santa Cruz do Sul, atua há uma década na região por identificar um solo fértil para investimento no filão imobiliário. Mas a região também representa um desafio na mesma altura.
– Em 10 anos de atuação no mercado da Serra Gaúcha, podemos dizer que conhecemos bem o perfil do consumidor e, sim, ele é bastante exigente. Ele busca por inovação, qualidade, exclusividade, personalização, localização e flexibilização na negociação. Nossos projetos são adequados ao alto nível de exigência, desde o processo de assinatura da escritura à entrega do produto final – salienta João Miguel Tolotti, diretor da Construfácil Urbanizadora.
Por compreender as peculiaridades do comprador de Caxias do Sul, a construtora prepara outros “empreendimentos únicos e exclusivos”, ainda mantidos em sigilo.
O executivo, pai de três filhos, tem como hobby viajar. A seguir, entrevista ao Pioneiro, no qual revela os projetos a serem tirados da prancheta.
Conte um pouco da história da Construfácil?
A Construfácil foi fundada em 1997 em Santa Cruz do Sul e, de lá para cá, já urbanizou e comercializou mais de 5 mil lotes entre as cidades de Santa Cruz do Sul, Caxias do Sul e Nova Santa Rita. A empresa fundamenta sua atuação com transparência, legitimidade e profissionalismo. Esses valores são evidenciados no envolvimento com a comunidade e no urbanismo sustentável comprometido com o resgate do desenvolvimento urbano planejado, submetido às leis, normas e melhores práticas para a correta utilização do solo. Em 2010, a empresa desembarcou na Serra Gaúcha e, desde então, vem focando no planejamento urbanístico inteligente, sustentável e de alto padrão.
Por que a decisão de voltar o radar para o investimento em Caxias do Sul?
A escolha para o investimento à época foi resultado de um estudo de viabilidade que apontou a cidade caxiense como um expoente econômico do Estado. Foi também através desta pesquisa de mercado que identificamos o potencial da região para a implementação de novas formas de urbanização. Assessoramos o município, em 2012, na criação da Lei de Condomínios Urbanísticos, inexistente até então. Só depois disso é que lançamos o Montalcino.
Qual a importância do Montalcino no contexto da empresa?
O Montalcino tornou-se o cartão de visitas da Construfácil. É, sem dúvidas, nosso projeto mais arrojado. Foram anos adquirindo experiência e conhecimento técnico para chegarmos, enfim, a um produto final com essa magnitude de desenvolvimento e tecnologia. Não à toa o Montalcino é considerado o mais luxuoso e completo condomínio fechado de todo o Sul do país. É um projeto complexo e diferenciado que certamente irá deixar um legado para toda a região.
Que outros projetos imobiliários estão no radar da empresa?
Desde que chegamos em Caxias do Sul urbanizamos e comercializamos mais de mil terrenos em cinco loteamentos no perímetro urbano, com investimentos de mais de R$ 90 milhões em obras. Além da cidade da Serra Gaúcha, a Construfácil também vendeu outros cinco mil lotes em cidades como Santa Cruz do Sul e Nova Santa Rita (Região Metropolitana de Porto Alegre). Pretendemos comercializar R$ 300 milhões em cinco anos, utilizando como vitrine o Montalcino Riserva. Temos projetos audaciosos em andamento para Caxias do Sul e para a Região Metropolitana de Porto Alegre, inclusive temos previsto o lançamento de um bairro planejado de 75 hectares e, ainda este ano, abriremos mercado na grande Florianópolis para dois empreendimentos.
De que forma Caxias do Sul será contemplada com novos projetos?
Com certeza temos planos já em fase final de aprovação para Caxias do Sul. Preferimos não divulgar por questão estratégica, mas garantimos que serão empreendimentos únicos, exclusivos, de alto e médio padrão.
O mercado ainda está acanhado ou os investidores estão retomando suas apostas em imóveis?
A conjuntura do mercado imobiliário se mostra muito positiva para os próximos cinco anos, com expectativas de juros menores, maior abertura de financiamentos bancários e um ambiente mais seguro juridicamente, porém, enquanto houver instabilidade econômica e política no país, os investidores se mantêm naturalmente cautelosos. De qualquer forma, já vejo uma melhora no setor. Construtoras e incorporadoras se movimentam com lançamentos e entregas de novos projetos. Isso mostra que o mercado está girando.
Investir em imóveis ainda é um bom negócio?
Sem dúvida nenhuma. É o investimento mais sólido e rentável que pode ser feito. Historicamente, o mercado imobiliário é o mais seguro e com maiores possibilidades de valorização. Os antigos diziam que “quem compra terra, não erra”, uma máxima que segue atual e verdadeira.
O mercado de classe A sofreu menos o impacto da crise econômica?
Apesar de a crise econômica ter chegado a todas as camadas sociais, o mercado classe A foi o que menos impactos diretos sofreu. Minha teoria é que um bom projeto é capaz de atravessar eventuais crises. Prova disso é o próprio Montalcino, lançado em um momento de grande instabilidade da economia brasileira e teve a potencialidade necessária para que fosse um sucesso de vendas.
Que dicas daria a um jovem empreendedor?
Primeiro, ele precisa conhecer melhor do que ninguém o produto ou serviço que ele vai trabalhar. Estudar o mercado, conhecer os processos, fazer pesquisas, enxergar o seu negócio de fora para dentro, olhar como um espectador e fazer diferente, descobrir a carência do setor em que atua e fazer o que ninguém faz, ser inovador. É preciso ter paixão e não ter medo de arriscar, mas acima de tudo é preciso ter ética, respeito e comprometimento.
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