Até agosto de 2013 o atual governo soma quase R$ 44 milhões em despesas voltadas a consultorias para as mais diferentes áreas da administração pública. O valor é menos da metade do total aplicado no mesmo período pelo governo Yeda Crusius, quando foram destinados quase R$ 112 milhões.
No governo tucano, a maior fatia dos recursos foi repassada para as fundações ligadas a Universidade de Santa Maria, aproximadamente R$ 75 milhões. Os valores foram pagos para a FUNDAE e a FATEC. Parte dosrecursos foram repassados para prestação de serviços na aplicação das provas teóricas e práticas nos exames para carteira de habilitação do DETRAN. Os convênios acabaram sendo alvo da Operação Rodin, da Polícia Federal, que indiciou mais de 30 pessoas acusadas de desvio de R$ 40 milhões dos cofres púbicos.
Já no governo Tarso Genro a Fundação Getúlio Vargas é a principal credora do governo e já recebeu cerca de R$ 8 milhões, do total de R$ 44 milhões gastos até aqui. A FGV tem oito contratos com o Piratini, que somam R$ 19,5 milhões até o próximo ano. Em três deles foram detectadas irregularidades na prestação do serviço e motivaram apuração do Tribunal de Contas do Estado. Ontem o TCE liberou a secretaria do Meio Ambiente a contratar a FGV sem licitação, também para serviços de consultoria.