As autoridades da província de Daraa, no sul da Síria, anunciaram que nove civis morreram em um bombardeio israelense contra a região nesta quinta-feira.
Algumas horas antes, ataques israelenses atingiram Damasco e o centro do país, onde uma coalizão rebelde liderada por um grupo islamista acabou, o final de 2024, com o regime de Bashar al Assad após mais de 13 anos de guerra civil.
O Exército israelense afirmou que suas tropas responderam a tiros durante uma operação no sul da Síria e "eliminaram" vários combatentes em ataques terrestres e aéreos.
Segundo "um primeiro balanço" das autoridades da província de Daraa, sul da Síria, "nove civis morreram e outros ficaram feridos" em um bombardeio israelense perto da localidade de Nawa.
Os bombardeios ocorreram após "uma incursão israelense" na região, "onde as forças de ocupação avançaram tão profundamente pela primeira vez", acrescentaram as autoridades provinciais em uma mensagem no Telegram.
O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH), uma organização que monitora o conflito, afirmou que civis da região recorreram às armas após um apelo das mesquitas para que enfrentem as tropas israelenses.
"A presença de armas no sul da Síria constitui uma ameaça para o Estado de Israel", declarou um porta-voz militar israelense, que acrescentou que suas tropas não permitirão "a existência de uma ameaça militar na Síria".
Após a queda de Assad, Israel enviou tropas a uma zona desmilitarizada nas Colinas de Golã, no sudoeste do país vizinho.
Também efetuou centenas de bombardeios sobre posições do Exército e dos rebeldes islamistas que tomaram o poder para, segundo argumenta, evitar que as armas caiam nas mãos das novas autoridades.
* AFP