O primeiro-ministro japonês, Shigeru Ishiba, e o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, pediram neste sábado (29) uma aliança mais forte entre os dois países, ao relembrarem o 80º aniversário da sangrenta Batalha de Iwo Jima durante a Segunda Guerra Mundial.
A pequena ilha vulcânica de Iwo Jima, no meio do oceano Pacífico, a cerca de 1.250 km de Tóquio, foi palco de cinco semanas de violentos combates entre as forças japonesas e americanas.
Quase todos os 21.000 soldados japoneses morreram, enquanto os Estados Unidos sofreram cerca de 6.800 baixas e 19.000 feridos, na batalha que culminou com terríveis combates em quilômetros de túneis.
"Gostaria de homenagear aqueles que lutaram por nosso país em Iwo Jima e renovar nosso compromisso com a paz", disse Ishiba em uma cerimônia conjunta na ilha.
"Também quero reiterar nossa determinação" de "elevar a aliança EUA-Japão, que traz paz e prosperidade ao mundo", acrescentou.
A busca pelos restos mortais das vítimas continua nesta ilha isolada, conhecida no Japão como Iwo To, onde a presença de civis é proibida.
Uma imagem de fuzileiros navais hasteando a bandeira americana na ilha se tornou uma das mais simbólicas do conflito global.
"A aliança EUA-Japão mostra aos bravos homens de 1945 como o inimigo de ontem se tornou o amigo de hoje", disse Pete Hegseth.
"Nossa aliança foi e continua sendo a pedra angular da liberdade, prosperidade, segurança e paz na região Indo-Pacífico", disse ele.
O primeiro-ministro japonês e seu ministro da Defesa, Gen Nakatani, se reunirão com Hegseth em Tóquio no domingo.
Em termos de segurança, o Japão continua dependente dos Estados Unidos, que mantêm 54.000 soldados no arquipélago, principalmente em Okinawa, a leste de Taiwan, ilha cuja soberania a China reivindica.
Deixando de lado sua postura estritamente pacifista, o Japão pretende dobrar seus gastos militares para 2% do PIB, mas os Estados Unidos podem pedir que aumente ainda mais.
"Temos um acordo interessante com o Japão: devemos protegê-los, mas eles não devem nos proteger. Quem faz acordos como esse?", disse o presidente americano, Donald Trump, em março.
* AFP