O novo governo austríaco anunciou, nesta quarta-feira (26), a sua intenção de acabar com o reagrupamento familiar de refugiados para "se proteger" do fluxo dos últimos anos, tornando-se o primeiro país da UE a tomar essa medida.
Um decreto será publicado e "entre agora e maio, em apenas algumas semanas, esta decisão se tornará realidade", declarou a ministra da Integração, Claudia Plakolm, durante o Conselho de Ministros em Viena.
"Chegamos ao limite da nossa capacidade de acomodar pessoas", afirmou. O governo quer "proteger os sistemas" de saúde, emprego e educação.
Segundo a ministra conservadora, "a probabilidade de uma integração bem-sucedida diminui a cada nova chegada".
Essa medida, inicialmente em vigor por seis meses, pode ser prorrogada até maio de 2027.
O anúncio ocorre em meio a um contexto de endurecimento das políticas de imigração em vários Estados-membros da UE, em meio à ascensão da extrema direita.
Na Áustria, o partido nacionalista FPÖ alcançou uma vitória histórica nas eleições legislativas de setembro. Embora não tenha conseguido formar uma coalizão, continua sendo de longe o principal partido do país nas pesquisas.
O chefe de Governo, o conservador Christian Stocker, que está no poder desde o início de março com os social-democratas e liberais, está sob pressão para manter uma linha dura.
* AFP