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Do lado de fora do Congresso, a batalha de torcidas em torno do impeachment começou mais favorável à oposição. Enquanto um pequeno grupo de militantes petistas protestavam em frente à garagem privativa dos deputados, centenas de ativistas vestindo verde e amarelo gritavam palavras de ordens contra a presidente Dilma Rousseff.
Embora as projeções da Secretaria de Segurança do Distrito Federal estimem a presença de 300 mil pessoas no início da votação, às 14h, até o final da manhã esse número ainda estava longe de ser alcançado.
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Do lado esquerdo do muro, onde irão ficar os grupos contra o impeachment, havia muito pouca gente por volta do meio-dia. O contingente mobilizado por organizações como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) permanece acampado no entorno do Ginásio Nilson Nelson e só deve chegar ao Congresso no começo da tarde.
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O cenário é diferente do lado direito da Esplanada, onde a concentração de pessoas era a favor do impeachment é bem maior.
Enrolado na bandeira do Império, o estudante de Direito Mateus Martins Irineu, 22 anos, defendia não só o afastamento de Dilma mas também o restabecimento das monarquia.
– Em todo o período da República, foi golpe atrás de golpe. Nos temos uma casa imperial e a monarquia parlamentarista é a melhor alternativa para tirar o Brasil dessa situação, acabando com a hegemonia do PT – argumentou.
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Com a movimentação de manifestantes, a Esplanada se tornou um grande mercado a céu aberto. Há ambulantes vendendo frutas, pastéis, churrasquinho, chapéu, sombrinha (para se proteger contra o sol) e adereços do impeachment. Uma camiseta contra a presidente Dilma, por exemplo, custa R$ 25, o mesmo preço de um Pixuleco. Já as coxinhas saem por R$ 2.
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Até agora, os mais de 4 mil policiais mobilizados pelo aparato de segurança não registraram nenhum incidente.