
Um temporal seguido de uma forte rajada de vento atingiu o município de Tapejara na madrugada do dia 12 de abril. Cinco meses depois, 35 famílias ainda aguardam ajuda para a reconstrução de casas, no bairro Treze de Maio. Segundo a Defesa Civil, o vento atingiu 150 km/h, danificando também um ginásio e uma escola. Apenas o colégio foi reconstruído, com recursos do próprio município.
A prefeitura estima em R$ 1,5 milhão o montante necessário para a recuperação das casas, além de R$ 600 mil do ginásio. Nesta quarta-feira (10), o Ministério da Integração Nacional formalizou o empenho de R$ 98 mil para o aluguel social das famílias que seguem fora de casa. No entanto, a liberação de mais dinheiro segue sem resposta, explica o prefeito de Tapejara, Seger Menegaz.
"O nosso projeto (de recuperação dos estragos) ainda não foi analisado no ministério. São poucos técnicos lá, 16 para todo o País. Estamos cobrando, mas ainda não tivemos uma resposta concreta. Não sabemos quando ou mesmo se vamos receber os recursos", diz o prefeito, que esteve em Brasília na semana passada.
A prefeitura de Tapejara prepara a prorrogação do decreto de emergência, que tem mais um mês de validade. Outros R$ 260 mil já haviam sido liberados pela Defesa Civil nacional após o temporal. Os recursos foram usados para a compra de telhas e kits de higiene. Seiscentas casas sofreram algum tipo de dano com o temporal em abril.
Procurada pela reportagem, a assessoria do Ministério da Integração Nacional ainda não se pronunciou.