
Medalhista de bronze nos 50m livre nos Jogos Olímpicos de Tóquio, Bruno Fratus anunciou nesta terça-feira (30) que não participará da seletiva olímpica e, consequentemente, dos Jogos de Paris. A competição que classifica para a Olimpíada será realizada entre 6 e 11 de maio, no CT Olímpico da Aeronáutica, no Rio, e é a última chance de classificação ao evento.
A ausência se dará pela sequência de cirurgias e lesões que atrapalharam a recuperação do nadador. Desde a medalha em Tóquio, ele passou por quatro procedimentos: três cirurgias no ombro direito e outra no joelho esquerdo em apenas 17 meses (entre setembro de 2022 e fevereiro de 2024).
— É uma decisão muito difícil, mas preciso recuperar meu corpo e minha mente. Trabalhei muito para superar as lesões e as cirurgias dos últimos anos. Ficar de fora dos Jogos de Paris é um golpe duro. Não consegui me preparar da maneira como gostaria, como deveria, foram períodos longos de recuperação, meses de dores, limitação de movimentos, e isso tudo impactou demais no planejamento. Tentei até onde pude, me dediquei ao máximo, mas cheguei ao meu limite físico, mental e emocional. É muito difícil aceitar isso, mas chega um momento onde o ser humano por trás do atleta precisa ser priorizado — afirmou.
Fratus está no Brasil para uma nova avaliação médica da recuperação do ombro direito e deve definir nos próximos dias como será o seu calendário no segundo semestre de 2024:
— Não estou em condições de nadar o meu melhor. É uma constatação dura, mas seria incoerente e egoísta ir até Paris sabendo que não estou em condição de representar o Time Brasil de forma adequada, sem a certeza de estar em plenas condições de lutar pelo ouro. O momento pede que eu cuide de mim. Este é um daqueles momentos em que a saúde clama por atenção. Quero agradecer o apoio incondicional do COB, do meu clube, Pinheiros, e de todos os meus patrocinadores e apoiadores que conseguem enxergar o ser humano por trás do atleta e compartilham dos mesmos valores e sentimentos que eu.
Segundo o ge.globo, o nadador pediu uma chance de obter o índice olímpico até 23 de junho, que é a data limite internacional. No entanto, a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA) não abriu uma exceção.