
A partir da informação sobre a suspeita de manipulação de resultados por parte do jogador Ênio, do Juventude, inicia-se uma série de investigações.
E elas não serão apenas dos entidades esportivas, como CBF, Federação Gaúcha de Futebol e STJD. Órgãos como Polícia Federal, Ministério Público Federal (MPF) entram em ação. E isso aumenta o poder de busca.
O fluxo é assim: casas de aposta detectam volume de apostas fora do comum. Informam empresas e associações de monitoramento contratadas por elas mesmas ou pela CBF (e pelas demais organizadoras de competições) e repassam todas as informações disponíveis.
São disponibilizados dados como valores envolvidos, CPFs dos apostadores, localização dos IPs de quem fez os palpites e o que mais for necessário. Cabe à CBF distribuir o relatório.
O documento é enviado ao STJD, que abre uma investigação por parte da Procuradoria. Fora do âmbito esportivo, a Polícia Federal e o Ministério Público Federal também instauram um inquérito. Ao final, o MPF decide por oferecer, ou não, alguma denúncia.
Para além de Ênio, deverá ser aberta uma investigação esportiva aos membros do futebol detectados nas apostas. Eles seriam jogadores e integrantes de comissão técnica, todos com alguma ligação ao jogador do Juventude.
A Fifa proíbe, em seu código de ética, que profissionais do esporte e pessoas próximas façam qualquer tipo de aposta esportiva. As penas variam da suspensão temporária ao banimento da modalidade.
Operação investigou casos semelhantes
Em 2022, a Operação Penalidade Máxima investigou casos semelhantes no Brasil. Ao todo, 22 jogadores foram punidos. Cinco deles receberam a pena máxima, o banimento do esporte.
Outros pegaram de 180 a 720 dias de suspensão. O Juventude já havia sido vítima dos jogadores Gabriel Tota (banido), Paulo Miranda e Vitor Mendes (ambos cumprindo 720 dias de suspensão).
Paulo Miranda e Vitor Mendes tomaram cartão amarelo por conta de apostas, e Tota foi o intermediador e quem recebeu o dinheiro da quadrilha.