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Se Tite dará certo ou errado são outros quinhentos. O futebol tem dezenas de variáveis, algumas imponderáveis.
O fato é que ele no comando da Seleção Brasileira indica um novo momento: o de um profissional com ênfase tática, de trajetória extensa como técnico, estudioso, vitorioso, em constante aprimoramento pessoal.
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Agora temos certeza de que o comando está entregue a um profissional conectado com o que se pensa e produz no mundo da bola. Ele foi campeão de todos os títulos somando Grêmio, Inter e Corinthians adotando esquemas táticos diferentes: 3-5-1 (Grêmio), 4-4-2 em losango (Inter), 4-2-3-1 e 4-1-4-1 (Corinthians). É unanimidade em termos de capacidade.
Tite passa a ideia da meritocracia em vez do conchavo da escolha dos amigos – ainda que amigos possam ser sérios e dignos, caso da escolha de Dunga por Gilmar Rinaldi. Em um país órfão de líderes confiáveis, a Seleção agora oferece um ao Brasil.
É essencial que a CBF lhe dê autonomia total. Ele tem de entrar com carta branca para resolver as urgências de time, já que soluções de longo prazo demandam tempo e planejamento.
Deixem-no trabalhar, sem imposições como levar Kaká para a Copa América dos EUA só porque ele joga na MLS. Tite terá de descascar os pepinos colocados em seu caminho neste período pós-7 a 1. Que tenha, no mínimo, os dois anos concedidos ao seu antecessor.
Quanta responsabilidade para Adenor Leonardo Bacchi, de Caxias do Sul para o mundo. Boa sorte a ele.
*ZHESPORTES