
O Inter estreia na Libertadores nesta quinta-feira (3) diante do Bahia, em Salvador, em jogo que colocará frente a frente o atual campeão gaúcho e vencedor do Campeonato Baiano. Adversário colorado, o time de Rogério Ceni tem uma forma bem definida de jogar. Há, porém, armas da equipe nordestina que podem ser usadas a favor do Inter por Roger.
Ceni desenvolveu no primeiro trimestre da temporada uma formação no Bahia que inicia no sistema 4-3-3, mas que em fase ofensiva altera para um 3-2-5.
Superioridade numérica
A ideia consiste em atacar a última linha adversária com cinco homens gerando superioridade para ter vantagens.
Nessa formação ofensiva, os extremas Ademir e Erick Pulga são os responsáveis por dar amplitude deixando outras funções para os laterais. O lateral-direito, normalmente Gilberto, tem a missão de ser um terceiro homem junto aos zagueiros na saída enquanto o esquerdo, Juba tem sido o titular, faz a diagonal se juntando ao volante Caio Alexandre. Ou seja, os dois laterais tem posições mais centrais nos momentos de posse.
Laterais decisivos contra o Corinthians
Os dois laterais, porém, não deixam de ter funções ofensivas. Mesmo aparecendo mais por dentro, eles têm liberdade para chegar ao ataque, Juba mais como um armador e Gilberto como homem surpresa se desprendendo dos zagueiros. Isso apareceu no lance do gol contra o Corinthians, no domingo, na estreia do Brasileirão.
1°) Juba recebe a bola por trás das linhas do Corinthians enquanto Gilberto está ocupando a área - Ademir é quem está aberto pela direita.

2°) Juba carrega a bola até a área e cruza para Gilberto cabecear e abrir o placar na Fonte Nova.

Esse posicionamento dos laterais que gerará atenção para o Inter nos momentos sem a bola também poderão ser aproveitados por Roger para causar danos ao Bahia.
Uma roubada de bola com ação rápida pode pegar os homens de lado do Inter, Vitinho ou Wesley, em boas condições para atacar espaços ainda não ocupados pelos laterais baianos, que estarão inicialmente mais centralizados.