
Começa neste sábado, às 21h, no Maracanã, a história colorada no Brasileirão 2025. Contra o Flamengo, um dos maiores candidatos ao título, o Inter já faz um confronto de gigantes, para tentar mostrar em que pé anda na comparação com os principais clubes do país.
E mesmo que esteja em Copa do Brasil e Libertadores, está na competição nacional o maior anseio da torcida, que não vê esse título desde 1979. A esperança está renovada a partir do título gaúcho.
É esse alívio pela conquista local o primeiro motivo para acreditar que 2025 será diferente dos últimos anos. O fim da seca ao menos dentro do Estado dá fôlego para o técnico desenvolver seu trabalho e para que jogadores ganhem confiança. Às vezes, um detalhezinho pode ser o ponto destoante que leva ao título ou não.
Para além dos cinco vices nos pontos corridos
O Inter sabe disso porque esteve perto. São cinco vices desde a implantação do sistema de pontos corridos. Em três deles, entrou na última rodada com chance de ser campeão. E em 2020, alimentou esperanças até os segundos finais. É um clube que sabe como chegar, mas ainda não conseguiu ganhar. Alan Patrick, capitão da equipe, explicou:
— Já comemoramos o Gauchão, e agora temos de virar a chave para estrear no Brasileiro e na Libertadores para focar nessas competições. No Brasileiro, todas as rodadas têm a mesma importância. Não pode se iludir que tem tempo, que pode buscar ali na frente. Na primeira rodada, a de estreia, temos que pontuar. O campeonato exige que a gente tenha essa constância. É o que vamos procurar fazer.
Maratona de jogos
Mas como frisou o camisa 10, não é só o Brasileirão. A partir deste sábado, começa uma maratona de 19 jogos em 64 dias. Serão partidas em meios e finais de semana até junho, sem tempo para treinar ou recuperar. Todos sabem que será preciso rodar o grupo, colocar todo mundo para jogar e manter um nível alto de atuações.
Na opinião de Wesley, está aí um aspecto que o Inter pode ter vantagem. Para ele, o grupo é suficiente e qualificado para enfrentar os desafios da temporada.
— Nosso elenco não deve nada a ninguém. Conseguimos jogar de igual para igual contra todos os adversários — comentou.
O discurso tem sido unânime. Neste início de disputas, o time vai usar força máxima disponível, sem dosar ou pensar nos jogos futuros. Pensar partida a partida. Depois, com o andar da temporada, decidir se foca em Copas ou no Brasileirão. A ordem inicial é se manter em cima todo o tempo.
E, como futebol é também (e talvez principalmente) arquibancada, crença e confiança, fica impossível não lembrar de uma mudança fora de campo e que causou grande repercussão entre os colorados. O clube pagou o que devia ao Pai Danilo, pai de santo que fez trabalhos espirituais para atrair conquistas entre 2006 e 2010. Isso foi admitido até pelo presidente Alessandro Barcellos, no programa Bola nas Costas, da Rádio Atlântida:
— Os detalhes todos são fundamentais, né? A gente aprendeu que em futebol, principalmente quem está fora das quatro linhas, tem que pensar em todos os detalhes.
Talvez seja essa a diferença de 2025 para todos os demais anos. Ao menos em termos de confiança.
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