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Em um jogo de baixa qualidade técnica, os reservas do Grêmio empataram em 0 a 0 com o Figueirense neste sábado em Florianópolis. Poupando titulares para o jogo decisivo de quarta-feira com o Cruzeiro, pela Copa do Brasil, a equipe de Renato Portaluppi chegou aos 49 pontos na tabela, dois atrás do Atlético-PR, o último integrante do G-6 que leva à Libertadores.
Com apenas Marcelo Grohe de titular e contra um Figueirense que luta desesperadamente contra o rebaixamento, o Grêmio adotou uma postura cautelosa no Orlando Scarpelli. O time catarinense, que escalou um trio de ataque com Rafael Silva, Lins e Rafael Moura, se atirava de forma desordenada à frente, com ansiedade.
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Ainda assim, o time da casa criou boa chance aos 10 minutos. Foi quando Lins cruzou da direita e Moura, impedido, mandou de voleio à esquerda do gol de Grohe. Aos 14, o Figueira tentou pela bola aérea: o lateral Ayrton cobrou falta na área e Rafael Silva cabeceou por cima.
O Grêmio só foi chegar pela primeira vez aos 18 minutos. Foi quando Bolaños cruzou, Marquinhos rebateu e Negueba, que voltava ao time após um mês fora em tratamento de uma pubalgia, arriscou para defesa do goleiro Gatito Fernández. No minuto seguinte, foi a vez de Everton tentar, com um voleio, surpreender o Figueira. Mas a tentativa escorreu pela linha de fundo.
Aos 23, o Grêmio quase abriu o placar com Miller Bolaños. Em falta na ponta esquerda, o meia-atacante cobrou direto e acertou, em chute firme, a trave. O equatoriano também levaria perigo aos 28, ao receber de Negueba pelo lado esquerdo e chutar cruzado para defesa de Gatito.
O Figueira, no entanto, dominou o fim do primeiro tempo. E nem foi pela meia-lua que Lins aplicou em cima de Bolaños e Iago. Mas sim pela quantidade de chances. Aos 33, Bady arriscou de longe, ao lado da meta de Grohe. Seis minutos depois, foi a vez de Rafael Moura, da entrada da área, concluir por cima. E aos 42, a grande chance do primeiro tempo: Ayrton levantou para Moura cabecear no meio do gol. Mas aí brilhou a estrela de Marcelo Grohe, que fez uma defesa de puro reflexo, evitando um gol certo.
O intervalo teve cenas lamentáveis na arquibancada. Uma briga entre torcedores do Figueirense necessitou da intervenção da polícia. A torcida do Grêmio, localizada num setor isolado do estádio, não se envolveu no incidente.
Veio o segundo tempo e o jogo seguiu truncado. Aos quatro minutos, Bolaños cobrou escanteio e Jailson desviou por cima. Aos nove, outra chance em cobrança de falta: o lateral Iago cobrou com firmeza, nas mãos de Gatito. Com pouca produção ofensiva, o técnico Renato resolveu apostar em Batista e Lincoln, nas vagas de Guilherme e Bolaños – antes de sair, o equatoriano levou o terceiro amarelo e não enfrentará o Sport na próxima rodada.
Ainda assim, o Figueirense levou perigo com Mateusinho, aos 27 minutos, em finalização que saiu ao lado da meta de Grohe. Aos 41, Lincoln deu um belo passe para Batista, que carregou a bola até a entrada da área, mas concluiu por cima. O time catarinense ainda ensaiou uma pressão ao final do jogo. Mas nenhuma das equipes teve qualidade para tirar o zero do placar.
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